Transcrição Unificada
"...da FGC, da coleta de lixo, etc. e tal. Hoje nós estamos no tempo das narrativas, né, prefeito. Eu comecei a entrevistar o senhor, não existia rede social, era programa de rádio, era o jornal de Alfonso de Taquina, etc. e tal. Hoje com a rede social nós estamos no tempo das narrativas, cada um constrói a sua história, sua verdade, etc. e tal. Eu vi uma nota publicada pela FGC, que tá circulando as redes sociais aí falando de uma dívida que o município teria com a empresa da ordem de R$ 7 milhões e tal. Como é que é isso? Queria ouvir a versão do senhor e aproveitar para falar com a população sobre isso.
Não, a cidade teve aí um dito pela FGC que era atraso, mas eu sei que eles não puseram os carros na rua alegando falta de pagamento, como tudo que largaram lá estava atrasado, mas nós estamos sempre em contato com todo mundo, acertando aquilo da melhor maneira possível para atender um pouco a todo mundo. Só que na pressão não se leva nada na nossa cidade. Em Rio Bonito hoje tudo você tem que ser comunicado, tem que falar, tem que sentar e discutir. Não aquele negócio de ameaçar ou parar o serviço para que o prefeito dê um jeito de qualquer maneira de fazer pagamento. Não funciona assim. Nós sabemos que quem trabalha tem que receber, nós sabemos que quem presta o serviço tem que receber, mas o serviço continuado não pode parar.
Então, quando nós vimos que os carros não foram para a rua, simplesmente colocamos os carros que estão à disposição da prefeitura para sair cantando, botamos caçamba lá. A cidade nunca jamais vai ficar refém de empresário nenhum, seja ele de qualquer lugar. Pode ser saúde, pode ser educação, pode ser segurança. Ninguém vai ficar refém. Rio Bonito não fica refém de ninguém, de nada. Então tá lá, a cidade tá limpa, a empresa começou de novo a puxar lá o lixo, depois que nós tivemos uma conversa por telefone, enfim, tá tudo normal. O mais é fofoca e aqueles fofoqueiros de plantão que nós sabemos que sempre tem, que querem botar a coisa pior do que ela é. Aí vem oposição querendo aproveitar e é aquela oposição que não sabe nem o que diz e que a gente fica assim um pouco receoso.
Por que que um vereador, eu tava vendo agora, eu recebi nas minhas redes sociais fizeram um vídeo questionando por que o vereador da cidade está do lado do empresário e não do lado do cidadão, não do lado da cidade? Então aí se deixa assim no ar alguma coisa. Tinha alguma coisa de errada acontecendo que geralmente o vereador tem que estar torcendo pelos seus munícipes para quem votou nele, né? E não contra. É, eu não sei como é que a população enxerga isso agora. Brigar com a empresa de lixo eu nunca vi porque dizem que de lá vem uma merenda forte, né? Vamos falar aqui o português claro da política, né? Há quem diga que Brasil afora, as empresas que trabalham com lixo têm lá uma certa parceria com todos os candidatos e quem ganha depois tem ali um acerto de vai, vem para lá, vem para cá, etc. e tal, coisa de bastidor que eu não tenho nenhum problema em falar aqui ao vivo, porque a gente sabe que na campanha todo mundo diz isso, ajuda aqui, ajuda ali, etc. para compensar lá na frente.
E é por isso que na política não se briga com a empresa de lixo, porque pode atrapalhar essa boa relação comercial. E então quando eu vejo alguém brigando com a empresa de lixo, eu falo: "Opa, alguém quebrou o ciclo". Eu acho que é mais interessante do que efetivamente, né? É claro que a gente quer cidade limpa, etc. e tal, mas eu acho, por exemplo, eu nunca vi em lugar nenhum as bases desse contrato, mas ela precisa melhorar bastante porque a gente tenta trabalhar a história da coleta seletiva, por exemplo, estamos hoje preocupados com questão ambiental, etc e tal, e a gente nunca viu efetivamente as empresas — essa, por exemplo, aí há 13 anos, mas quem tava antes dela também — a gente não viu trabalhar essa questão. Então são situações que podem se aproveitar para ser tratadas agora.
Nosso secretário hoje de meio ambiente e Defesa Civil está bem antenado. Nós já estamos com algumas conversas avançadas justamente para poder começar a fazer um trabalho de verdade em Rio Bonito, para que nós possamos ser pioneiros nesse assunto de coleta seletiva, de você começar a separar esse lixo. Não é fácil não. Isso não acontece do dia para a noite, mas nós já estamos em um bom caminho caminhado. Nós já estamos andando bastante, já estamos progredindo bem nesse quesito. E não tem Rio Bonito, não tem, mas acabou. Acabou esse negócio de 10%, 20%, não tem mais, irmão. Eu cheguei a levantar e botar algumas pessoas para fora do meu gabinete. Abri a porta e falei: "Vou pedir para você sair porque além de ser prefeito, eu sou polícia. E se você fizer qualquer tentativa dessa maneira aqui para me oferecer alguma vantagem prejudicando minha cidade, eu vou te dar voz de prisão". E botei dois para fora do meu gabinete.
É mesmo? É. Botei dois para fora do meu gabinete. Não tem acordo, não tem situaçãozinha, não tem. E também não vou ser leviano e dizer que a empresa de lixo me ofereceu alguma coisa. Graças a Deus também não me ofereceu. A única coisa que ficou é que a gente acha que o serviço pode melhorar, pode botar mais gente na rua, você pode fazer o troço de outra maneira, mas tá se adequando. E a gente tem que dizer o seguinte: na pressão não vai nada, na ameaça não vai nada. Então senta, conversa, vamos botar os pingos nos is e vamos embora trabalhando, porque uma coisa eu garanto: a cidade não vai ficar com lixo. Como não ficou, ficou dois dias lá sem caminhão na rua, botamos nosso carro para carregar, botamos uma caçamba lá para poder jogar o lixo e depois botar em cima do caminhão e dar destino para o aterro lá onde a gente paga para receber o lixo, porque todo mundo sabe que a gente tem que pagar para mandar o lixo para lá. Nós pagamos, não é ali no canal, a não ser que a pessoa queira efetivamente causar, né? Aí já está fora da questão da administração pública.
Mas quando começa a fazer isso, você já fica pensando assim: qual é a ideia da pessoa? É realmente estar do lado da população ou está contra a população? Porque o cara quando quer causar o caos, ele tá contra a população. O cara que vota contra o professor, ele tá contra a população. O cara que vota contra benefício para a cidade, ele tá contra a população. Aí nós temos que abrir o olho porque foi mal eleito, né? É. Porque este vagabundo que está saindo corrido de Rio Bonito, feito um rato, feito uma ratazana, não respeitou o direito da senhora, minha mãe, da senhora que eu tô falando, porque seu nome eu falo por todo cidadão de Rio Bonito. E vou falar também aqui, não tem como a gente fechar os olhos para as situações que vêm acontecendo aqui no nosso município. Se for falar, o prefeito vai pedir até música no Fantástico. É transporte universitário paralisado, é falta de professor nas escolas, é transporte escolar que não tá tendo, é aposentado sem receber, são diversos fatores acontecendo.
Empresa e prefeitura nessa guerra, que agora tão falando que eu também faço parte dessa empresa, que eu tô recebendo dinheiro para poder ir contra a prefeitura. Enfim, tudo de coisas que eu venho falando aqui, eles automaticamente colocam contra a minha pessoa. Mas eu quero destacar aqui, senhor presidente, um ocorrido que aconteceu com a minha pessoa na segunda-feira, após a minha ocorrência, que eu fui na delegacia, tive que acionar o 190, que eu também achei um desrespeito do secretário aqui de obras, do subsecretário e do procurador do município. Eu sempre respeitei qualquer parlamentar nessa casa aqui, todo mundo sabe que eu sou oposição aqui hoje, mas ele falar para mim que é advogado, que eu infringi a lei orgânica do município, que ele iria arrancar o meu mandato, iria entrar com uma ação contra a minha pessoa, eu queria deixar bem claro aqui para ele que eu não tô aqui brincando de ser vereador, não. Isso aqui não é brincadeira não.
Pra gente chegar nessa cadeira aqui, todo mundo aqui sabe a dificuldade que foi, para um secretário que foi indicação de um cargo político virar para mim e falar essas asneiras. Então, senhor presidente, eu vou aguardar o processo dele. Eu vou deixar um recado aqui também para esses que me ameaçaram: eu não tenho medo desses caras não. Eu entrei na política não foi à toa não. Então se quiser entrar para dentro de mim, meu irmão, fica à vontade. Eu sempre falei aqui: pode me arrancar tudo, mas o mandato não tem como tirar. Abaixo de Deus, foram as pessoas que nos colocaram aqui. Então, ele vai ter que engolir isso. São quatro anos que eu vou ter dentro de casa trabalhando pelo povo, porque eu não tenho rabo preso com ninguém. O meu compromisso é com toda a população riobonitense.
Presidente, por que que não fizeram essa licitação há mais tempo? Renovaram o contrato agora em novembro. A gente vê também que, se essa empresa é tão ineficiente, por que o fiscal de contrato da secretaria de obras assina a prestação de contas da empresa? Por que que o secretário assina a prestação de contas da empresa? Se ela não prestasse esse serviço, ele não deveria assinar e atestar as notas fiscais e a prestação de contas. Isso tudo é feito. Então, vivemos uma contradição. Por um bom tempo, eu pensava que era inexperiência. Hoje a conclusão que eu tenho é que é um misto de incompetência e de soberba, porque tudo que se vai falar eles já sabem, tudo que vai se falar eles já fizeram. A gente na humildade, desde a transição de governo de 2024 informando, passando as informações, achávamos que era realmente uma transição, né, Júlio César? Mas não, tudo que se fala já sabem, já fizeram, são melhores que todo mundo.
Vereador, o assunto da questão do lixo: eles falaram que iam tirar, fazer uma nova licitação. Concordo, pode ser feita. A gestão pode escolher fazer uma nova licitação, mas que seja pelo menos com valores menores ou iguais ao que a gente já faz, porque eu fui secretário de obra e sei do que tem que ser feito no município para poder resolver esse problema. Agora, simplesmente tirar a empresa sem cronograma nenhum, mandar uma carta cancelando o serviço de capina, roçada, pintura de meio-fio, varrição... a gente tem visto a cidade como tá e isso ajuda muito nos alagamentos que estão acontecendo, porque não tem prevenção nenhuma. E simplesmente o contrato novo que eles estão fazendo é sem esses serviços. O contrato novo é só coleta de lixo domiciliar e hospitalar e retirada de entulho. Aí que vem o absurdo, vereador: no valor de 19 milhões ao ano, dá em torno de 1.600 por mês. E esse lixo é pago com recurso do ROY (Royalties), que a gente recebe aí em torno de 1 milhão 400 ou 500. Esse novo contrato só os Royalties não vão pagar, eles vão ter que tirar de outro local. [Trecho final removido por conter conteúdo desconexo/ofensivo]."
Resumo dos Principais Pontos Abordados no Diálogo, Organizado Por Temas:
1. Crise na Coleta de Lixo
O debate central gira em torno da paralisação dos serviços da empresa FGC em Rio Bonito. A empresa alega uma dívida do município de cerca de R$ 7 milhões, enquanto o prefeito afirma que não aceitará "pressão ou ameaças" e que a prefeitura utilizou veículos próprios para não deixar a cidade desassistida.
2. Narrativas e Acusações de Corrupção
O "Ciclo do Lixo": É mencionada a suspeita histórica de que empresas de lixo financiam campanhas políticas em troca de contratos e "acertos" posteriores. O locutor sugere que a briga atual pode indicar que esse "ciclo" foi quebrado.
Postura do Prefeito: O prefeito afirma ser rígido contra a corrupção, relatando ter expulsado pessoas de seu gabinete que tentaram oferecer vantagens indevidas, usando sua autoridade como policial.
3. Críticas à Gestão e Ineficiência
Opositores e vereadores questionam a coerência da prefeitura:
Se a empresa é ineficiente, por que os secretários continuam assinando e atestando as notas fiscais e prestações de contas?
Há críticas sobre a falta de uma nova licitação feita com antecedência e o cancelamento de serviços essenciais como capina, varrição e pintura de meio-fio, o que estaria contribuindo para alagamentos por falta de prevenção.
4. Impacto Financeiro e Novo Contrato
Um dos interlocutores alerta para um novo contrato focado apenas em lixo domiciliar e entulho, no valor de R$ 19 milhões anuais (cerca de R$ 1,6 milhão/mês). O ponto de alerta é que esse valor excede o que o município recebe em Royalties, obrigando o governo a retirar recursos de outras áreas.
5. Conflitos Políticos e Ameaças
O texto revela um clima de alta tensão política:
Um vereador relata ter sido ameaçado pelo procurador e secretários com a perda de mandato por exercer seu papel de fiscalização.
Há reclamações sobre a paralisação de outros serviços, como transporte universitário e escolar, além de atrasos em pagamentos de aposentados.
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