Rio Bonito acordou com mais um anúncio de pacote milagroso: a Prefeitura promete recuperar a saúde financeira do Instituto de Previdência (IPREVIRB) e para tanto, buscou um num santo milagreiro dos Cálculos EstratosFéricos Atuariais como se ele fosse o FINANCIADOR das Dívidas. Só pode!!!
Reunião solene, prefeito na cabeceira, "técnicos" à mesa, "metas", "prazos", "aportes"… um cenário "digno" de fotografia oficial. (Oxi... não sei porque escrevi isso!)
A manchete soa animadora, mas o eco nas CONTAS ainda é outro:
“Vocês creem? Vamos ver quando será pago o primeiro patrocínio em dia e quando sairá a primeira parcela do parcelamento aprovado pela SPS Brasília!”
A descrença não é gratuita. Há duas décadas o instituto arrasta correntes de subordinação, sem o respeito que sua função exige.
A presidência, mais figurativa do que executiva, assiste ao ritual em silêncio.
O instituto virou um peso morto, sentado na lateral, enquanto o poder real sempre ocupa a cabeceira e diz:
"Não pago não nada! Essa dívida é do outro! - Dívida do outro não é minha!!!"
Então uma voz sã suplica:
"Então nobre senhor todo poderoso! Pague apenas o do seu período! Que tal?!"
Então a resposta de sempre e de todos ecoa pelo salão dos quintos:
"Se os outros não pagaram e não foram presos, porque eu teria que pagar? Não pago nada! Não fui eu quem aprovei essa droga dessa lei! Que se danem todos os servidores!"
É verdade que os números não fecham: receitas e despesas travam uma guerra perdida, e os servidores aposentados — que deveriam ser os protagonistas — se tornam meros espectadores.
A cada crise, inventa-se um novo plano de reequilíbrio, mas a rotina é a mesma: patrocínios atrasados, parcelamentos não feitos ou mal feitos e todos descumpridos, retenções expostas e bancando quem já está ao invés de garantir o futuro do retido.
Prometer, até agora, foi fácil. Cumprir é que tem sido raro. Não à toa, há quem veja no anúncio apenas mais uma jogada para distrair a plateia. Como se fosse festa de aposentado: distribui-se confete e serpentina enquanto o caixa segue vazio.
Se desta vez houver coragem de pagar em dia, honrar parcelamentos e atender às exigências federais, talvez a confiança comece a ser reconstruída.
Mas, até lá, vale a máxima que ecoa em Rio Bonito: que provem e comprem o contrário do óbvio.
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